Maputo, 6h31 - Trinta ministros da Saúde de países
africanos reuniram-se nesta segunda-feira (12) em Maputo, Moçambique para
definir os caminhos a seguir para o desenvolvimento da saúde publica em
África.
Trata-se de um encontro realizado no âmbito da 7
Conferencia Cientifica da Rede Africana de Epidemiologia de Campo (AFENET)
que decorre ate a sexta-feira (16) sob o lema “Construindo Sistemas de
Saúde Sustentáveis e Resilientes em África através do Treinamento em
Epidemiologia de Campo”.
Durante o encontro, os participantes debateram sobre o
desenvolvimento de recursos humanos para a saúde publica, os principais
desafios e prioridades rumo a construção de sistemas de saúde publica
resilientes e sustentáveis e no fim fizeram uma declaracao sobre os
caminhos a seguir.
Para a ministra de Saúde de Moçambique, Nazira Abdula, o
controlo de epidemias requer a conjugação de esforços de todos os africanos
assim como a formação de epidemiologistas aliado a financiamento para
fortalecer os sistemas de saúde.
"E urgente que os sistemas de saúde dos países
africanos sejam fortalecidos de modo a que se tornem resilientes, isto e, que
sejam capazes de se prepararem e responderem efectivamente aos choques,
mantendo as suas funcoes centrais e com capacidade de se reorganizarem se as
condicoes assim os exigirem", sugeriu Abdula.
Esta é a primeira conferência científica da AFENET a ser
realizada na África Austral e em um país de língua oficial portuguesa.
Sobre AFENET
O evento junta
mais de 500 especialistas de países africanos, das áreas de Saúde, Agricultura,
Pescas, Ambiente e Turismo, residentes e graduados dos Programas de Formação em
Epidemiologia de Campo (FELTP).
Estao ainda presentes representantes de autoridades
regionais e parceiros internacionais de saúde, com o intuito de partilhar
experiências e discutir questões que impactam a saúde pública em África.
A AFENET é a Rede Africana dos Programas de Epidemiologia
de Campo. Foi estabelecida em 2015 e trabalha em colaboração com os Ministérios
de Saúde dos países membros, 31 países no total, com vista a desenvolver programas
sustentáveis e com capacidade para fortalecer a força de trabalho e melhorar os
Sistemas de Saúde no continente africano.
Por Evelina Muchanga
Por Evelina Muchanga

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