Aqui em Moçambique o projecto ganhaou um novo rumo, pois a graduanda, Kátia Leonor Alves, que esta em Maputo realizando a pesquisa veio a descobrir que a parte moçambicana, que devia ser complementar, supostamente não reunia os requisitos pré-concebidos para fazer parte do projecto, com tema de super-heróis.
Segundo Kátia Alves, o projecto tem como objectivo propor que a comunicação seja o elemento central dos processos educativos. “Queriamos demonstrar que numa sala de aula, o processo de ensino/aprendizagem não passa apenas de uma situação em que o professor passa o ensinamento para os alunos, mas que estes também podem passá-lo ao professor.”
Fases
Um primeiro exercício foi feito no Brasil, foi através de
uma definição e criação de personagens de Super-heróis pelas crianças. “Foram
desenvovlvidas etapas com os alunos, através de votação, sobre o como cada
criança queria participar, sem as impor nada”, garantiu a graduanda Kátia
Alves.
E foi na base do que cada crianca quis fazer, que se
definiu o primeiro objetivo: a criação de sete super-heróis e sete super-heroínas.
“Foi a crença delas, em crescer com base em super-heróis, que elas vinham
criando desde criancas, que fez nascer a nossa ideia. As crianças desenhavam os
seus heróis e os catologavam, aquilo que acreditavam que eram as suas
principais forças. acrescentou a estudante do 5º Semestre do curso de
Comunicação.
O projecto previa que, para complementar, o mesmo
exercício teria que ser feito num outro país e a realidade moçambicana foi a
escolhida, para a sua finalização. Uma vez em Moçambique, Kátia Alvez disse
que, numa primeira abordagem em uma instituição, teria sido aconselhada a não
dar continuidade à sua pesquisa junto de escolas oficiais, do Estado,
alegadamente porque eram demasiadamente burocráticas.
E foi junto a crianças do Xipamanine, um bairro da
periferia da cidade de Maputo, que se deu n seguimento à sua pesquisa, só que numa outra
perspectiva. No Centro Maria Grazia Katia
disse, ter sido informada de que as crianças lá acolhidas eram crianças
com vulnerabilidade financeira, e não tinham referências para criar super-heróis,
o que a poderia inviabilizar a materialização do projecto, tal e qual havia
começado no Brasil.
A partir daí a pesquisa mudou completamente de rumo com a
aplicação do mesmo projecto, mas com tema Direitos Humanos aceito pelas
crianças e professores.
Uma das dificuldades havidas, tem a ver com a diferença
de ensino, entre Moçambique e Agora ao invés de desenhar super-heróis serão sorteadas
letras do alfabeto e as crianças vão desenhar figuras relacionadas ao seu
entendimento com os direitos humanos.
“Por exemplo, letra A (Amor) elas fazem um desenho
relativo a letra e, depois, entro em contacto com elas, para falarem sobre o
reflexo de seus desenhos Ao final esta mesma temática será aplicada no Brasil e
culminará com a elaboração de um livro”, conclui Kátia Alves.
Por Tyrone Alfredo

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