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Educomunicação é alvo de projeto educativos para crianças de Maputo


Maputo  19h50 - “Iniciativas Sonhadoras” este é o nome do projecto educomunicativo em execução por um grupo de estudantes do 5º Semestre do curso de Comunicação Social – Produção Editorial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), junto a alunos da 4ª série da Escola Estadual Dr. António Xavier da Rocha, em Santa Maria – RS/Brasil e que também será aplicado em Maputo.

Aqui em  Moçambique o projecto ganhaou um novo rumo, pois a graduanda, Kátia Leonor Alves, que esta em Maputo realizando a pesquisa veio a descobrir que a parte moçambicana, que devia ser complementar, supostamente não reunia os requisitos pré-concebidos para fazer parte do projecto, com tema de super-heróis.


Segundo Kátia Alves, o projecto tem como objectivo propor que a comunicação seja o elemento central dos processos educativos. “Queriamos demonstrar que numa sala de aula, o processo de ensino/aprendizagem não passa apenas de uma situação em que o professor passa o ensinamento para os alunos, mas que estes também podem passá-lo ao professor.”


Fases


Um primeiro exercício foi feito no Brasil, foi através de uma definição e criação de personagens de Super-heróis pelas crianças. “Foram desenvovlvidas etapas com os alunos, através de votação,  sobre o como cada criança queria participar, sem as impor nada”, garantiu a graduanda Kátia Alves. 

E foi na base do que cada crianca quis fazer, que se definiu o primeiro objetivo: a criação de sete super-heróis e sete super-heroínas. “Foi a crença delas, em crescer com base em super-heróis, que elas vinham criando desde criancas, que fez nascer a nossa ideia. As crianças desenhavam os seus heróis e os catologavam, aquilo que acreditavam que eram as suas principais forças. acrescentou a estudante do 5º Semestre do curso de Comunicação. 

O projecto previa que, para complementar, o mesmo exercício teria que ser feito num outro país e a realidade moçambicana foi a escolhida, para a sua finalização. Uma vez em Moçambique, Kátia Alvez disse que, numa primeira abordagem em uma instituição, teria sido aconselhada a não dar continuidade à sua pesquisa junto de escolas oficiais, do Estado, alegadamente porque eram demasiadamente burocráticas. 

E foi junto a crianças do Xipamanine, um bairro da periferia da cidade de Maputo, que se deu n  seguimento à sua pesquisa, só que numa outra perspectiva. No Centro Maria Grazia Katia  disse, ter sido informada de que as crianças lá acolhidas eram crianças com vulnerabilidade financeira, e não tinham referências para criar super-heróis, o que a poderia inviabilizar a materialização do projecto, tal e qual havia começado no Brasil.

A partir daí a pesquisa mudou completamente de rumo com a aplicação do mesmo projecto, mas com tema Direitos Humanos aceito pelas crianças e professores.

Uma das dificuldades havidas, tem a ver com a diferença de ensino, entre Moçambique e Agora ao invés de desenhar super-heróis serão sorteadas letras do alfabeto e as crianças vão desenhar figuras relacionadas ao seu entendimento com os direitos humanos.

“Por exemplo, letra A (Amor) elas fazem um desenho relativo a letra e, depois, entro em contacto com elas, para falarem sobre o reflexo de seus desenhos Ao final esta mesma temática será aplicada no Brasil e culminará com a elaboração de um livro”, conclui Kátia Alves.

Por Tyrone Alfredo

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